Fundado em agosto de 1933 como os demais
sindicatos de bancários do país,
sob a égide da legislação
getulista que tentava engessar os movimentos
reivindicatórios dos trabalhadores
brasileiros que, até então,
se organizavam de maneira livre e ameaçavam
o poder dominante com demandas econômicas
e políticas gerais. Naquele ano,
foi registrada esta entidade com o objetivo
de lutar pelos direitos dos trabalhadores
bancários que, até então,
eram considerados comerciários.
Diferentemente de outros sindicatos
do centro do país que tiveram
atividades de confronto ao governo com
greves históricas, o sindicato
de Pelotas manteve-se atuando de forma
burocrática e assistencialista
até meados da década de
80 quando surgiu a primeira oposição
sindical liderada por bancários
que propunham uma atuação
política de enfrentamento e de
autonomia e independência perante
o Estado e suas instituições.
A "oposição bancária"
logrou êxito em 1988 vencendo
as eleições com mais
de 70% dos votos e assumindo a direção
do sindicato em fevereiro de 1989
promovendo mudanças imediatas
em relação ao assistencialismo
e ao clientelismo passando a trabalhar
com a conscientização
política dos bancários
tornando-se referência de representação
da categoria na luta por melhores
condições de vida e
de trabalho.
No mesmo ano de posse, a nova diretoria
liderou a maior greve realizada pela
categoria em Pelotas que durou 29
dias. Em 1989 lançou o jornal
mensal Dando o Troco que circula até
hoje com informações
relacionadas à rede bancária.
Em 1992, cumprindo com o programa
da chapa, filiou-se à Central
Única dos Trabalhadores (CUT),
por deliberação de assembléia
geral.
Durante todo este período
o sindicato esteve presente em todas
as lutas específicas e gerais
dos trabalhadores e sua atuação
solidificou-se perante a categoria
em particular e ao movimento sindical
em geral.
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